Libertad!
A cena da revolução
me mastiga neurônios
Viver com segurança
ajoelhados sob o corpo do vizinho
Por um copo d´água
os miolhos fritos servidos à mesa
alimentam famílias que se despedem
porque podem não voltar
A cena da revolução é limpa
Chorar pelo sangue derramado
sentadas bundas gordas nas cadeiras do senado
O giro da máquina capitalista bate plim
A cena da revolução é clara.

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